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sexta-feira, 3 de junho de 2011

George Harrison



George Harold Harrison, MBE (Liverpool, 25 de Fevereiro de 1943 — Los Angeles, 29 de Novembro de 2001)


Simples e inovador. Melhor descrição para o guitarrista dos Beatles não seria possível.


George Harrisson é, sem dúvida alguma, o guitarrista mais influente de todos os generos musicais não é dificil de encontrar levadas pentatonicas ou até mesmo gifs melódicos em músicas de diferentes estilos que não  tenham ganhado forma e destreza na guitarra de George.




George não foi dos mais virtuósos, aliás, nunca se preocupou com o feeling. Porém , sua genialidade causava admiração até mesmo por parte de Hendrix que admirava os Beatles como um todo.


Jimi Hendrix, que já era um grande fã da banda, comprou o disco no dia do seu lançamento e dois dias depois (sexta, 3 de junho de 1967), tocou a música título do álbum para uma platéia embasbacada no Saville Theatre de Londres. Ele só não sabia que o próprio Paul McCartney estava assistindo ao show. Mais tarde, o Paul declarou: “Simplesmente inacreditável. Talvez a melhor música que eu já tenha visto ele tocar.”


Fã de blues e folk George foi o primeiro guitarrista a introduzir no rock os elementos da música indiana, a qual também trouxe muita ideologia as letras dos Beatles e de George.


Em 1999, sobreviveu às várias facadas de um intruso em sua casa – foi salvo pela segunda mulher, Olívia. Antes mesmo desse incidente quase fatal, ele já vinha combatendo um câncer. Sabendo que iria morrer, gravou em 2001, com ajuda do único filho, Dhani, um último disco, Brainwashed, que acabou se tornando um de seus melhores trabalhos. Iluminado por estóica serenidade e até leveza, o CD revela a atitude única de George diante da morte – chega a dar a impressão de que ele canta as músicas sorrindo. 

2 anos após a sua morte George é homenageado por seus amigos em um concerto denominado Concerto for George. Concert for George conta com as participações de Eric Clapton, Paul McCartney, Ringo Starr, Jeff Lynne, Milly Preston, Ravi Shankar entre outros. No tracklisting encontramos as grandes obras de George Harrison interpretadas pelos monstros sagrados, sucessos inesqueciveis como: "Taxman" com Tom Petty & The Heartbreaker, "Something"and "While My Guitar Gently Weeps" nas vozes de Sir Paul McCartney e Eric Clapton, "Here Comes The Sun" na voz de Joe Brown, "My sweet Lord" cantada por Billy Preston entre outras.



quarta-feira, 18 de maio de 2011

Gary Moore


Robert William Gary Moore (Belfast, 4 de Abril de 1952 — Estepona, 6 de Fevereiro de 2011[1]), mais conhecido pelo nome artístico de Gary Moore, foi um conceituado guitarrista de blues e hard rock.


Grande guitarrista melódico de blues. Foi um dos fundadores do Thiyn Lizzi.

                                   

Apesar do fanatismo pelo blues, o jazz também fazia sua cabeça, tanto que foi o estilo melhor explorado em seu primeiro álbum-solo, Grinding Stone (1973), e em sua breve jornada com a segunda encarnação do Colosseum, batizada de Colosseum II.

No Thin Lizzy, ele colaborou tocando em shows no inicio da banda, e no álbum Black Rose (1979).

Fez a sua carreira a solo e obteve muito sucesso pela Europa e Japão, com destaque em duas fases distintas: a mais pesada de discos como "Corridors Of Power, Victims Of Future e Wild Frontier" na década de 80 e a mais blueseira e comercialmente rentável de álbuns como Still Got the Blues (1990).

Os seus temas mais conhecidos são Parisienne Walkways, Still Got the Blues, Over The Hills And Far Away (esta coverizada pela banda finlandess Nightwish, que deu o mesmo título ao álbum), Out In The Fields e Empty Rooms .
Foi encontrado morto devido a uma paragem cardíaca, num quarto de hotel, no dia 6 de Fevereiro de 2011, em Estepona, Espanha, onde se encontrava a passar férias.





 

domingo, 1 de maio de 2011

Síndrome do Usuário de Computador

Nova patologia entre os usuários de PC

 

Não é difícil hoje em dia encontrar pessoas que passam mais de duas horas em frente ao computador. O uso da informática é cada vez mais comum, seja no ambiente de trabalho ou doméstico. Este hábito tem exigindo cada vez mais dos olhos humanos, gerando consequências como a  Síndrome do Usuário de Computador ou CVS (Computer Vision Syndrome).

A síndrome, também conhecida como fadiga visual, atinge entre 70 e 90 % dos usuários de informática. Os sintomas são dor de cabeça, olhos vermelhos, lacrimejamento em excesso ou olho seco, sonolência e vista cansada.

O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, finalizou uma pesquisa em 2005 em que foram acompanhados 2 mil pacientes que usam o computador de 12 a 14 horas por dia. O resultado mostra uma relação direta entre o mau uso do PC e o aumento da cefaléia, olho seco e até da miopia entre crianças.

Segundo o especialista, quando usamos o micro movimentamos pouco o globo ocular e piscamos, em média, cinco vezes menos que o normal. Isso prejudica a troca do filme lacrimal, uma película responsável pela umidade na superfície do globo ocular. A situação piora para usuários de lentes de contato, que é hidrofílica. "É como se ela bebesse água do olho", explica Queiroz. Os ambientes refrigerados também agravam o ressecamento.

Outro fator importante são as 16,7 milhões de cores geradas pelo monitor de vídeo, que sobrecarregam a musculatura responsável por regular a entrada de luz até a retina. As imagens em pixels exigem ajuste de foco milhares de vezes por dia.

Também se relacionam a esse fato a iluminação do ambiente e a posição do monitor. Ambientes excessivamente claros que geram reflexos e o monitor em uma posição muito alta exigem mais da visão do usuário.

Os tratamentos variam conforme o caso e os sintomas. Os problemas mais comuns são a miopia transitória em crianças e a presbiopia, ou vista cansada, nos adultos, principalmente acima dos 40 anos.


Dicas

Leôncio Queiroz ressalta que projetos desenvolvidos no Alabama para reduzir a CVS demonstram que o conforto visual aumenta a produtividade em 20%. As principais dicas do médico para eliminar a fadiga visual são:

1- O monitor deve ficar 10° a 20° abaixo do nível dos olhos;
2- A distância entre a tela do monitor e os olhos deve ser de 60 cm;
3- O monitor não deve ficar de frente para a janela, pois a luminosidade causa ofuscamento, nem de costas porque forma sombras e reflexos que causam desconforto;
4- Evite excesso de luminosidade das lâmpadas e luz natural  pois as pupilas se contraem e geram cansaço visual;
5- Regule sempre a tela com o máximo de contraste e não de luminosidade;
6- Mantenha a tela do monitor sempre limpa;
7- A cada hora, descanse de 5 a 10 minutos, saindo de frente do computador;
8- Lembre-se de piscar voluntariamente quando estiver usando o micro
 

terça-feira, 26 de abril de 2011

Da Série "Músicas esquecidas"





Para abrir este tópico gostaria de começar com uma das maiores inlfuencias da decada de 50, Bo Didley (Ellas Otha Bates) nome artístico que significa, para os Negros do Missisipi, "nada por enquanto" Bo Diddley nasceu em McComb, Mississippi em 30 de dezembro de 1928 e vei a falacer em Archer, Flórida, 2 de junho de 2008, foi um influente cantor, compositor e guitarrista de blues norte-americano.
 
Ele é mais conhecido pela "batida Bo Diddley", uma batida meio rumba feita usando-se a clave muito usada com efeito Delay por Steve Vai.
 
O ritmo é tão importante na música de Bo Diddley que a harmonia é frequentemente reduzida a uma inclusão mínima. Suas canções (por exemplo, "Hey Bo Diddley" e "Who Do You Love?") na maioria não apresentam mudanças de acorde; isto é, elas não foram compostas com claves musicais, e o músico tem de cantar e tocar no mesmo acorde durante todo o tempo.
 
Tudo numa nota só
Esse é o conhecimento harmônico de Didle
y

 
 
Vários artistas gravariam suas versões das canções de Diddley através dos anos. Os Animals gravaram "The Story of Bo Diddley", os Yardbirds "I'm a Man" e tanto os Woolies quanto George Thorogood alcançaram sucesso com "Who Do You Love", também a favorita dos The Doors.
Bo Diddley usava uma variedade de outros estilos entretanto, do back beat ao pop, frequentemente com o uso das maracas de Jerome Green. Ele foi também um influente guitarrista, com vários efeitos especiais e outras inovações no tom e no ataque. Ele também toca violino e violoncelo; este último é o destaque de sua triste instrumental "The Clock Strikes Twelve".
 

Embora Diddley tenha alcançado sucesso de público, ele raramente direcionava suas composições para o público adolescente. A exceção mais notável é provavelmente o álbum Bo Diddley's a Surfer, que apresentava a canção "Surfer's Love Call". Apesar de nunca ter subido numa prancha, Bo exerceu uma influência definitiva nos guitarristas de surf rock.
 

Em complemento às várias músicas lançadas por ele, Diddley escreveu o pioneiro sucesso pop "Love is Strange" para a dupla Mickey Baker e Sylvia Vanderpool (sob um pseudônimo, para aumentar seus royalties).
Doença e morte

Em 17 de maio de 2007, foi anunciado a internação de Didley no Creighton University Medical Center em Omaha, Nebraska, depois de um derrame durante uma apresentação em Council Bluffs, Iowa, em 13 de maio. Ele já apresentava um histórico de hipertensão e diabetes, e exames indicaram que o derrame afetou o lado esquerdo de seu cérebro, compromentendo a fala e compreensão.
 
Em agosto de 2007, Diddley sofreu um incidente cardíaco enquanto se submetia a um check-up médico e foi internado em um hospital da Flórida. Diddley veio a falecer em 2 de junho de 2008, aos 79 anos, em sua casa na Flórida, vítima de insuficiência cardíaca.

Discografia
•    Bo Diddley (1958)
•    Go Bo Diddley (1959)
•    Have Guitar Will Travel (1960)
•    Bo Diddley in the Spotlight (1960)
•    Bo Diddley Is a Gunslinger (1960)
•    Bo Diddley Is a Lover (1961)
•    Bo Diddley's a Twister (1962)
•    Bo Diddley (1962)
•    Bo Diddley & Company (1962)
•    Surfin' with Bo Diddley (1963)
•    Bo Diddley's Beach Party (1963)
•    Bo Diddley's 16 All-Time Greatest Hits (1964)
•    Two Great Guitars (+ Chuck Berry) (1964)
•    Hey Good Lookin' (1965)
•    500% More Man (1965)
•    The Originator (1966)
•    Super Blues (+ Muddy Waters & Little Walter) (1967)
•    Super Super Blues Band (+ Muddy Waters & Howlin' Wolf) (1967)
•    The Black Gladiator (1970)
•    Another Dimension (1971)
•    Where It All Began (1972)
•    Got My Own Bag of Tricks (1972)
•    The London Bo Diddley Sessions (1973)
•    Big Bad Bo (1974)
•    20th Anniversary of Rock & Roll (1976)
•    I'm a Man (1977)
•    Ain't It Good To Be Free (1983)
•    Bo Diddley & Co - Live (1985)
•    Hey… Bo Diddley in Concert (1986)
•    Breakin' Through the BS (1989)
•    Living Legend (1989)
•    Rare & Well Done (1991)
•    Live at the Ritz (+ Ronnie Wood) (1992)
•    This Should Not Be (1993)
•    Promises (1994)
•    A Man Amongst Men (1996)
•    Moochas Gracias (+ Anna Moo) (2002)

segunda-feira, 18 de abril de 2011

INCA prevê 500 mil novos casos de câncer só em 2011



O Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que o Brasil deve registrar 500 mil novos casos de câncer só este ano. O dado indica leve aumento em relação à previsão feita em 2010 — de 489 mil casos —, informou O Estado de S.Paulo (5/2). O aumento na ocorrência de casos no Brasil passou a ser registrado,
mais recentemente, por causa do envelhecimento da população e dos avanços no tratamento de doenças infecciosas, antigas causas mais frequentes de morte.
 
De acordo com o jornal, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante evento que marcou o Dia Mundial do Câncer (4/2), na sede do Inca, anunciou que vem negociando com a indústria farmacêutica para reduzir o custo de medicamentos voltados para o tratamento da doença. Outra medida que vem sendo levada à frente é a criação de um programa nacional para avaliação da qualidade dos exames de mamografia. como informou o jornal Folha de S.Paulo (05/02).  
 
A intenção do governo é ampliar na rede pública o acesso ao tratamento do câncer e intensificar o controle de qualidade de exames preventivos, com o objetivo de impedir erros de diagnóstico. Cerca de 400 organizações de 120 países se mobilizaram para que sejam adotadas estratégias de prevenção contra o câncer e outros males crônicos não transmissíveis, como diabetes e problema cardiovasculares e respiratórios, de acordo com o Correio Braziliense (5/2). Ao lado do câncer, elas consomem mais de 70% dos gastos com atendimento e tratamento do SUS. 
 
Em setembro, está prevista apresentação, pelo governo, na Assembleia Geral da ONU, de agenda estratégica de ações para reduzir o número de casos e o impacto do câncer e outras doenças crônicas no sistema público de saúde. O tema foi incluído na pauta do vento por decisão das Nações Unidas.
 
“Queremos incentivar a vida saudável e o hábito de fazer exames de prevenção para conter os números”, 
 
Explicou ao Correio Braziliense o coordenador de ações estratégicas do Inca, Cláudio Noronha.
Tumores nas mamas, fígado, pulmão e região colorretal são responsáveis pela maioria das mortes. A recomendação para se precaver é ficar longe do tabaco, prevenir-se contra infecções crônicas por vírus (como o da Hepatite B e o HPV) e evitar o sobrepeso com alimentação equilibrada,
completou o jornal Extra (5/2).

Artigo Extraído da Revista Radis 104 • abr /2011

sábado, 16 de abril de 2011

Leite materno contaminado por agrotóxico.

As amostras de 62 voluntárias apresentaram, pelo menos, um tipo de agrotóxico,
como o DDE, derivado de um produto proibido desde 1998.


As mães que vivem em Lucas do Rio Verde, norte de Mato Grosso, estão assustadas com uma pesquisa que revelou a presença de resíduos de agrotóxicos no leite materno.

Entre elas, a mesma preocupação
“Uma disenteria [no bebê] e eu não sabia do que era, mas passou. Não sei se era por isso”, conta a dona de casa Lucilene Araújo Em entrevista ao
Jornal Bom dia Brasil.

O susto veio com a notícia do departamento de Pesquisa da UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso). Foram pesquisadas 62 Voluntarias e todas elas apresentaram, pelo menos, um tipo de agrotóxico, como o DDE, derivado de um produto proibido desde 1998.

“Se o nível for bastante elevado, uma das causas dos vários tipos de câncer e de vários distúrbios endócrinos da mulher é causado por este tipo de agrotóxico”, explica Wanderlei Pignati, pesquisador da UFMT.

A Associação dos Produtores de Soja do Mato Grosso informou que o plantio na região segue o mesmo padrão dos países desenvolvido. O Ministério Público informou que vai propor a redução de aplicação de agrotóxicos na região.

Em minha opinião, essa ação deveria se proposta a todo o País, já basta à ingestão de agrotóxicos por meio de alimentos. Precisamos, no mínimo, preservar a vida inocente de um bebe.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

A fumaça do cigarro provoca danos à saúde em questão de minutos após a inalação, diz pesquisa.

A fumaça do cigarro tem efeitos nocivos lógo após a primeira inalação segundo artigo publicado na revista científica Chemical Research in Toxicology. O estudo detalha pela primeira vez a forma como certas substâncias presentes no tabaco causam danos ao DNA humano, informou O Estado de S.Paulo (18/1/2011).
 
Há evidências de que substâncias nocivas presentes na fumaça do cigarro, chamadas hidrocarbonetos policíclicos aromáticos (ou HPAs), seriam responsáveis pelo câncer de pulmão. O procedimento de pesquisa
consistiu em adicionar um HPA específico, o fenantreno, a cigarros e depois monitorar o progresso da substância nos organismos de 12 voluntários que fumaram esses cigarros.

Entre 15 e 30 minutos depois de os voluntários terminarem de fumar, os HPAs se transformaram em outra química cujo dano ao DNA foi relacionado ao câncer, segundo O Globo (17/1/2011). O efeito foi tão instantâneo que equivaleu à injeção da substância diretamente na corrente sanguínea.

Ou seja, toda a raça humana está sujeita ao câncer de pulmão graças aos fumantes.


Fonte: Revista RADIS Comunicação em saúde Nº 103 • Março de 2011 Revista da Escola Nacional de Saúde Pública da FIOCRUZ.

Mundo pode viver um pesadelo com a proliferação de infecções incuráveis

O alerta foi emitido pela Organização Mundial da Saúde


Fonte: www.microbiologia.vet.br 
A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta: é preciso produzir novos medicamentos para combater as superbactérias. A situação é crítica porque a cada ano mais de 25 mil pessoas morrem na União Europeia em decorrência de infecções de bactérias que driblam até mesmo antibióticos recém-lançados.

Preocupados com as propagações de infecções a OMS pede que haja um esforço concomitante de todos os especialistas, para que no futuro, menos vítimas sejam surpreendidas com uma nova bactéria.

Na lista das superbactérias está a NDM-1, que chegou à Grã-Bretanha vinda de Nova Délhi em meados de 2010, trazida por britânicos que fizeram tratamentos médicos na Índia ou no Paquistão. No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) controlou as receitas médicas de antibióticos, com objetivo de minimizar o avanço da superbactéria KPC.

O perigo, segundo os pesquisadores da Universidade de Cardiff, no País de Gales, são as bactérias resistentes em reservatórios de água de Nova Délhi. Em estudo com 171 amostras de água filtrada e 50 de água de torneiras foi possível encontrar o gene da NDM-1 em duas das amostras de torneira e em 51 das amostras de água filtrada.

“O saneamento básico deve ser tratado com prioridade por todos os governos, pois muitas doenças estão relacionadas com a falta de saneamento”, diz Alisson Daniel, enfermeiro, tutor do Portal Educação.

Para a diretora regional da OMS para a Europa, Zsuzsanna Jakab, hoje a população usa erroneamente os antibióticos. “No futuro próximo as superbactérias não vão responder a nenhuma droga”, salienta. De acordo com o tutor Alisson, “os profissionais de saúde são responsáveis também pelo surgimento das superbactérias, em virtude da aplicação errada de antibióticos”, encerra Daniel.

Fonte: Blog portal Educação em http://blog.portaleducacao.com.br/



quinta-feira, 14 de abril de 2011

Comida gordurosa, no estômago vazio, dispara hormônio da fome.

Um novo estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Cincinnati, dos Estados Unidos, sugere que um dos hormônios responsáveis pela fome, a grelina, é ativado pela gordura que consumimos - e não pela que já temos no corpo - para otimizar o metabolismo de nutrientes e armazenar gordura.

Acreditava-se que a grelina se acumulava no corpo em período de jejum, e é encontrado no corpo logo antes das refeições. É conhecido como o "hormônio da fome" porque a administração de doses do hormônio estimula a fome e aumenta a ingestão de comida em humanos e animais de laboratório.

O estudo laboratorial muda completamente a visão que se tem sobre a grelina e aponta uma saída para futuros tratamentos de doenças metabólicas, que utilizariam a enzima estomacal responsável pela ativação do hormônio.

O papel da gordura na fome

A grelina requer a adição de um ácido gorduroso por uma enzima específica (O-acil-transferase) para ser ativado. Antes da pesquisa, acreditava-se que o ácido gorduroso era produzido pelo próprio corpo em períodos de jejum. A pesquisa, feita por Matthias Tschöp e sua equipe da Universidade, sugere que os ácidos gordurosos são produzidos, na realidade, através da ingestão de itens gordurosos.

A equipe de pesquisadores fez o estudo com ratos, que foram super expostos à enzima O-acil-transferase, e outro grupo de ratos que teve a enzima suprimida. Foi descoberto que, quando tinham uma dieta rica em gordura, os ratos sem a enzima acumularam menos gordura que ratos normais, enquanto aqueles que foram super expostos à enzima acumularam mais massa gordurosa do que ratos fora do experimento. "Quando foram expostos a certas comidas gordurosas, os ratos com mais O-acil-transferase ficaram mais gordos", afirma Tschöp. "Os ratos sem a enzima ganharam menos peso, pois seu cérebro não recebe o sinal que diz que a gordura chegou e precisa ser armazenada", diz.

A pesquisa muda um modelo que era usado há mais de uma década, diz Tschöp, e os pesquisadores acreditam que a grelina é um sensor lipídico no estômago, que informa ao cérebro quando calorias estão disponíveis - o que libera a passagem para processos consumidores de calorias, como o crescimento. "Ficamos interessados em entender como o hormônio pode estar envolvido nos benefícios da cirurgia bariátrica", diz o pesquisador. "A cirurgia reduz o apetite e melhora o metabolismo logo antes da perda de peso, e faz com que a comida passe direto pelo estômago e pelas partes do corpo que contêm as enzimas O-acil-transferase e a grelina, o que evitaria a ativação do hormônio da fome".

Segundo o pesquisador, o estudo não pode ser imediatamente transposto para o organismo humano, porém, um estudo recente da Universidade de Virginia (EUA) mediu concentrações ativas e inativas do hormônio da fome, e descobriu que na presença de gordura, os níveis de grelina aumentaram, como descrito na pesquisa de Tschöp.Science Daily

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Depressão em gestantes atendidas pela rede pública de saúde

Um terço das gestantes atendidas na rede pública de saúde sofre com sintomas de ansiedade e depressão. É o que mostra estudo realizado na Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e publicado no “Journal of Psychosomatic Obstetrics & Gynecology”. Apesar da necessidade de tratar o problema, no entanto, o trabalho sugere que ele não interfere no peso da criança ao nascer ou na ocorrência de partos prematuros, ao contrário do que outros pesquisadores já sugeriram.

O estudo contou com 831 gestantes com uma idade média de 25 anos. A prevalência de transtornos mentais como ansiedade e depressão foi de 33%. Entre as mulheres que apresentavam os sintomas, apenas 7,6% dos bebês nasceram com baixo peso (menos de 2,5 Kg) e 6,9% tiveram parto prematuro (antes da 37ª semana), valores não muito diferentes dos encontrados entre as grávidas sem o problema.

O coordenador do estudo, o ginecologista Alexandre Faisal, blogueiro do UOL, explica que a relação esse tipo de transtorno na gravidez e complicações no parto ou baixo peso ao nascer é controversa: alguns estudos indicam que há interferência, enquanto outros dizem que não. “Uma revisão recente de diversos estudos defende a associação, mas ao mesmo tempo diz que ela é modesta e que depende de contextos socioeconômicos (ou seja, do grau de desenvolvimento da população estudada)”, diz.

Os fatores que mais predispõem a gestante a sintomas ansiosos e depressivos são baixo nível socioeconômico, conflitos conjugais, falta de suporte social, histórico pessoal e familiar de depressão ou outro problema psiquiátrico e ausência de planejamento da gravidez.

Ainda que o problema não interfira tanto na saúde do bebê ao nascer, Faisal alerta que deixar de tratá-lo na gravidez pode trazer consequências para a criança no futuro. Gestantes deprimidas ou ansiosas têm maior risco de sofrer depressão pós-parto, o que prejudica o desempenho da mãe em um momento crítico do bebê. “Estudos que acompanharam o desenvolvimento psicossocial e motor dos filhos de mães deprimidas mostram uma série de complicações, como pior performance em testes, prejuízo nos relacionamentos sociais, comportamento antissocial, isolamento e tendência a depressão”, relata.

O tratamento da depressão durante a gravidez pode envolver o uso de medicamentos, mas de forma criteriosa. O ginecologista afirma que existem trabalhos associando alguns tipos de antidepressivos a malformações fetais, por isso os médicos costumam avaliar muito bem o custo-benefício da terapia, além de evitar a prescrição no primeiro trimestre de gestação e tentar sempre a menor dose possível. Já para casos leves ou moderados, a primeira opção pode ser a psicoterapia, que gera melhora dos sintomas em 60% das vezes.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Terceiro setor na Saúde

A Organização Social (OS) criada pela Lei Federal 9.637/98, no Governo Fernando Henrique e “praguicida” pelo governo Lula foi mais uma forma da desobrigação do Estado em relação a alguns compromissos já assumidos pela Constituição Federal (CF) de 1988. Universidades, Faculdades, Entidades constituíram nestas Organizações Sociais, o seu funcionamento e o dinheiro do cidadão sem o devido compromisso de licitação na escolha e oferta dos serviços com os recursos financeiros que lhes é repassado.

Tais organizações foram criadas com o objetivo de abranger atividades exclusivas do Estado (ensino, pesquisa, esporte, meio ambiente, cultura, saúde) transformando instituições públicas em pessoas jurídicas sem fins lucrativos. Tem como princípio tácito a não obrigatoriedade do Concurso Público onde as contratações poderão e acontecerão pelo empreguismo do cordão umbilical de cada partido político, abrindo margem para o clientelismo na contratação de pessoal para estes estabelecimentos sob gestão das OS, acabando assim com o quadro estatutário atual da saúde, que será gradativamente extinto para dar lugar a um quadro contratado via Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Portanto, qualquer possibilidade da construção de um quadro qualificado de servidores da saúde com isonomia, plano de cargos e carreiras esta fora de planejamento.

Outra situação das OS é a dispensa das normas próprias para compras e contratos, tudo isso sem licitação, mesmo quando recebem e se sustentam com dinheiro do povo para não dizer público via contrato de Gestão suplementado pelo Tesouro do Estado.

No Brasil, ao implantar a legislação do SUS construiu elementos no controle do SUS, feito pela sociedade organizada nas Conferências de Saúde e nos Conselhos instituídos nas 3 Esferas do poder, com critérios definidos em Lei na sua composição. Podemos ver que não está previsto na Administração quem vai dirigir o controle externo das organizações sociais, ou seja, a sociedade não terá controle sobre as ditas entidades de direito privado, a Organização Social poderá ser apadrinhada pelo Governante.

O mais grave, mesmo sendo entidade que recebe o recurso público, poderá vender serviços a terceiros o que acreditamos que no caso da saúde, a clientela poderá ter atendimento diferenciado entre os que podem pagar o procedimento em detrimento a aqueles que são dependentes do SUS.

A saúde não só no nosso Estado, mas em todo o Brasil numa clara desobediência de um governo que mantêm percentuais mínimos de aplicação de recursos na saúde, Estados e Prefeituras não assinam na totalidade a proposta de Emenda Constitucional nº 29, assim a OS no gerenciamento da saúde viria quebrar com o sistema SUS, fruto da luta da massa social brasileira, onde esta dita OS passaria a trabalhar com a lógica do mercado.

Vamos mais a frente, hoje o SUS é refém do setor privado onde a maioria dos leitos esta nos hospitais privados e na maioria das vezes muitos tiveram aporte financeiro do governo na construção, aquisição de equipamentos e insumos iniciais para o atendimento dos usuários, pois o objetivo principal destes hospitais é o lucro sobre a doença.

O gerenciamento dos hospitais públicos por uma OS, pode ainda acabar com o devir construídos em bases humanizadoras e de justiça social, onde o profissional assume o compromisso da lógica solidária no atendimento do Ser, conforme princípios do Sistema Único de Saúde (Integralidade, Universalidade e Equidade).

Uma pergunta que não quer calar quem vai ter a preferência no atendimento pela OS: O Usuário dependente do sistema público ou o Usuário que paga seu plano de saúde privado?

Enquanto a Lei Federal nº 8080/90 que criou Sistema Único de Saúde (SUS), determina a criação do Controle Social via sociedade civil, nas 3 esferas do Poder (Estado, União e Município), formada por Usuários, Trabalhadores da Saúde, Gestores da Saúde e Prestadores de Serviço, com paridade formando os Conselhos de Saúde cujo papel principal é o de controlar e fiscalizar a correta aplicação dos recursos públicos, a Lei que criou as OS não faz nenhuma menção ao Controle externo das mesmas.

O que podemos dizer de tudo isso, o principal papel do Estado é gerenciar, aplicar, proporcionar via funcionários públicos, a oferta de serviços a toda a sociedade civil. Tendo como ferramentas motivadoras a inserção de planos de cargos, carreiras e salários aos servidores que assim vão prestar serviços com maior qualidade, laicos, referenciados e motivados.

Devemos lutar pelos nossos direitos instituídos pela CF, ser o Estado o principal gestor da Saúde.

Autor: Carlos Alberto Eilert é professor Adjunto da UFMT e Vice presidente do CES-MT em /www.prosaepolitica.com.br

domingo, 28 de novembro de 2010

Maior parte dos estabelecimentos públicos de saúde brasileiros são municipais

Pesquisa do IBGE mostra que classes mais baixas podem ter maior acesso aos serviços de saúde no país

O número de estabelecimentos de saúde em atividade total no Brasil teve um crescimento de 22,2% de 2005 para 2009. Os dados foram divulgados dia 21 de novembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na pesquisa de Estatísticas da Saúde - Assistência Médico-Sanitária - 2009. Os dados apontam para um maior acesso da população das classes C e D aos serviços de saúde, uma vez que a maior parte das unidades assistenciais em atividade são municipais.

A análise do IBGE identificou que 95,6% das unidades assistenciais públicas são municipais. Isso representa um aumento dos serviços de saúde e uma maior disseminação dos recursos no País. Na análise do serviço privado de saúde, observou-se uma tendência para a diminuição da proporção de estabelecimentos sem fins lucrativos. Os estabelecimentos com vínculo com o Sistema Único de Saúde (SUS), que, em 2005, representavam 30,6% dos particulares, passaram para 27,1% em 2009.

O SUS se manteve em 2009 como a fonte de financiamento mais frequente para os estabelecimentos de saúde, embora tenha tido ligeira queda em relação à sua participação em 2005 (de 70,9% para 67,2%). Em segundo lugar, veio o pagamento direto (particular) das atividades, seguido pelos planos de saúde e os planos próprios, em apenas 2,8% dos estabelecimentos.

Estes dados nos dão uma lugeira radiografia de que os munícipios tem maior participação e autonomia na implementação da saúde.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Jovens viciados em internet estão mais propensos a ter problemas de saúde


Pesquisa relacionou os exageros na rede a hábitos como o alcoolismo e o tabagismo



Adolescentes que passam muito tempo conectados à internet ou enviando mensagens de texto estão mais propensos a desenvolver problemas de saúde e vícios, aponta um estudo realizado pela Universidade Case Western Reserve (EUA). O trabalho relacionou os exageros na rede a hábitos prejudiciais como o alcoolismo e o tabagismo.

Os pesquisadores concluíram que estão vulneráveis os jovens que passam mais de três horas por dia na frente do computador ou conectados à internet do celular.
A pesquisa foi feita com 4.257 adolescentes em uma pequena cidade do oeste norte-americano.

A análise de dados apontou que os chamados hipertexteadores são 40% mais propensos a fumar e duas vezes mais propensos a ingerir álcool do que os adolescentes que não compartilham o mesmo hábito .

— Os resultados são surpreendentes e mostram a importância de impor limites para os adolescentes — concluiu Scott Frank, que comandou a aplicação da pesquisa.

Resultado

:: O grupo que passa muitas horas na internet tem 41% mais de probabilidade de ter usado drogas ilícitas e 55% mais chance de ter se envolvido em brigas físicas

:: Do total, 11,5% dos estudantes entraram na categoria de "hipernavegantes da rede" e 22,5% indicaram que não se conectavam às redes sociais
 
CADERNO VIDA - JORNAL ZERO HORA  14/11/2010 | 12h10min

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Esteatóse "obesidade hepatica"

Definição
A degeneração gordurosa hepática refere-se ao excesso de triglicerídeos armazenados no fígado. É a presença de triglicerídeos que excede 5% do peso normal do órgão.

Causas
Dentre as causas, citam-se:  consumo excessivo de álcool,  diabetes mellitus tipo 2, hiperalimentação, hipercortisolismo endógeno e exógeno, obesidade, desnutrição protéica e/ou alimentação carencial, anoxia, gravidez, fibrose cística, distúrbios do armazenamento do glicogênio, quimioterápicos, nutrição parenteral total, HCV, cirurgias do trato gastrintestinal/toxinas bacterianas, lipodistrofia congênita generalizada. Ainda pode ser encontrada acompanhada de tuberculose, sepse, colite ulcerativa grave, doença de Crohn, caquexia neoplásica. As causas medicamentosas são raras, mas incluem amitriptilina, amoxicilina, estradiol, metrotexato, cimetidina, haloperidol, ibuprofeno,  puromicina, nifedipino, amiodarona tetraciclina, sulfametoxazol, clorpromazina... Intoxicação por fósforo, clorofórmio, tetracloreto de carbono, chumbo, arsênico e etionina também são outras causas.
O déficit de vitamina E aumenta a necrose hepática no fígado gorduroso por déficit de colina. A adição de vitamina E ou uma fonte de selênio protegem ao combater a lipoperoxidação. A deficiência dos ácidos linoléico e pantotênico e  piridoxina podem causar infiltração gordurosa no fígado.

Características Clínicas
A esteatose macrovesicular é assintomática. Entretanto, o paciente pode referir desconforto no hipocôndrio direito e apresentar hepatomegalia. Em geral, o prognostico é benigno se corrigidos os fatores causais.
A esteatose microvesicular pode iniciar com mal-estar, náusea, vômito. A evolução pode ser desastrosa progredindo para insuficiência  hepatocelular, falência múltipla de órgãos e óbito.

sábado, 16 de outubro de 2010

Inca recomenda sete ações para reduzir número de mortes por câncer de mama

Rio de Janeiro - O Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgou hoje (15) sete recomendações para reduzir a mortalidade por câncer de mama no país. Apesar dos avanços científicos e da expansão da rede de saúde, a doença atinge 49,2 mil brasileiras por ano, causando 11 mil mortes anuais.

O diretor-geral do Inca, Luiz Antônio Santini, alertou que, além de seguir as recomendações do instituto, a principal atitude da mulher para combater a doença ainda é a consulta médica regular e precoce, desde o início da adolescência.

“Desde quando a mulher entra na puberdade, é fundamental que ela tome consciência de seu próprio corpo. Está comprovado, cientificamente, que quanto mais cedo é feito o diagnóstico, melhor a chance de cura, maior o tempo de sobrevida e melhor a qualidade de vida.”

Santini ressaltou a necessidade de os médicos qualificarem o atendimento, realizando sempre ações que promovam a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, independentemente do tipo de consulta prestada.

Para ele, o Brasil é bem servido por mamógrafos. Segundo dados do Ministério da Saúde, o país tem 3,4 mil amógrafos, o que significa um aparelho para cada 55,8 mil habitantes. Ainda assim, o total de aparelhos é inferior ao número de municípios brasileiros, que é de 5.565, o que significa que ainda há muitas cidades que não oferecem o serviço às mulheres.

De acordo com o Inca, os maiores índices de mortalidade por câncer de mama no país são registrados nos estados do Rio de Janeiro, 16,80 por 100 mil habitantes  e do Rio Grande do Sul, 15,54 por 100 mil, no Distrito Federal, 15,40 por 100 mil, e no estado de São Paulo, 14,65 por 100 mil. A explicação para os maiores índices justamente nos estados mais desenvolvidos é que a doença aumenta segundo o avanço da idade da população, que viveria mais nesses estados.

O Inca recomenda que toda mulher tenha amplo acesso à informação com base científica e de fácil compreensão sobre o câncer de mama; fique alerta para os primeiros sinais e sintomas da doença e procure avaliação médica; que as que apresentarem nódulo palpável na mama e outras alterações suspeitas recebam diagnóstico no prazo máximo de 60 dias eque as que tenham idade entre 50 e 69 anos façam mamografia a cada dois anos.

Além disso, o Inca recomenda que todo serviço de mamografia participe de programa de qualidade e que a qualificação, quando obtida, seja exibida em local visível; que toda mulher saiba que o controle do peso corporal e da ingestão de álcool, além [do incentivo] da amamentação e da prática de atividades físicas são formas de prevenir o câncer de mama e que a terapia de reposição hormonal, quando indicada na pós-menopausa, seja feita sob rigoroso acompanhamento médico, pois aumenta o risco da doença.

As recomendações do Inca fazem parte da campanha mundial conhecida como Outubro Rosa, que é realizada em vários países, a fim de alertar as mulheres para a necessidade de prevenção e diagnóstico do câncer de mama.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

O Império do grotesco

O grotesco se caracteriza pelo rebaixamento operado por uma combinação insólita e exasperada de elementos heterogênos, com referência freqüente a deslocamentos escandalosos de sentido, situações absurdas, animalidade, partes baixas do corpo, fezes e dejetos. O grotesco é o fenômeno da desarmonia do gosto, que atravessa as épocas e as diversas co nformações culturais. O grotesco é algo que se tem feito presente na Antigüidade e nos tempos modernos. Atravessa tempos diversos, à maneira de uma constante supratemporal.
 
É antiqüíssimo, por exemplo, o procedimento grotesco de identificação figurativa entre o homem e o animal, fazendo-se presente nas fáb ulas e em sistemas morais. Muitas vezes, a identificação passa pela referência ao excremento como metáfora para o rebaixamento frente a valores tidos como sublimes ou para uma radical ausência de qualidades. O grotesco representa o grau zero da condição humana. O grotesco, assim, não opta por nenhuma moral progressista ou positivista. Muito pelo contrário, o grotesco funciona por catástrofe.

A palavra “grotesco” vem do italiano “grotta”, que significa “gruta” ou “porão”. Em fins do século XV, escavações feitas no porão do palácio romano de Nero revelaram ornamentos esquisitos – na forma de vegetais, abismos, caracóis, etc. – que fascinaram os artistas da época, que passaram a chamar tais objetos esquisitos de “grotescos”, em referência às grutas ou porões em que foram= encontrados. Em seguida, a denominação “grotesco” aplicou-se à combinação bizarra de elementos humanos, animais, vegetais e minerais. Sempre associada ao disforme, a palavra “grotesco” foi ganhando significados novos, em geral associados ao desvio de uma norma expressiva dominante, seja referente a costumes, seja referente a convenções culturais.
 
O grotesco assume modalidades diversas:
a) escatológica: trata-se de situações caracterizadas por referências a dejetos humanos, secreções,
partes baixas do corpo, etc.:
b) teratológica: referências risíveis a mons truosidades, aberrações, deformações, bestialismos, etc.
 
No grotesco, a excrescência e o nojo são apresentados como o antídoto para a banalidade da existência humana. O grotesco revela-se na exasperação tensa ou violenta dos contrários, com recursos da caricatura, da sátira e da ironia. Manifesta-se também pela crueldade com que se tiram os véus das regras ou das convenções ditas civilizadas.

O grotesco tem obsessão pela corporalidade humana – comer, defecar, copular, arrotar, vomitar. Também se faz referência à nudez e ao sangue. O grotesco é uma categoria ampla, com vários aspectos, capaz de aplicar-se a uma infinidade de situações: da escultura e pintura à literatura, ao cinema e à televisão. No caso da televisão, tem -se a tendência recente desse veículo é testar os limites de sua audiência. 

Nossa TV caracteriza-se por uma atmosfera sensorial de “praça pública”, a praça como “feira livre” das expressões diversificadas da cultura popular (melodramas, danças, circo, etc.)
A televisão para as massas tornou-se importante dispositivo de articulação de um espaço público ao constituir como seu público categorias sociais as mais diversas, sob a bandeira uniformizante do consumo de massa.

A televisão se especializou num tipo de programa voltado para a ressonância imediata, atuando sobre a imediatez da vida coditiana. E como procedimento básico a TV privilegia fortemente a óptica do grotesco. Primeiro, porque suscita o riso cruel (o gozo com o sofrimento e o ridículo do outro); segundo, porque a impotência humana, política ou social de que tanto se ri é imaginariamente compensada pela visão de sorteios e prêmios, uma vez que se tem em mente o sentimento crescente de que nenhuma política de
 
Estado promove ou garante o bem -estar pessoal; terceiro, porque o grotesco chocante permite encenar o povo e, ao mesmo tempo, mantê-lo a distância – dão-se voz e imagem a ignorantes, ridículos, patéticos, violentados, mutilados, disformes, aberrantes, para mostrar a crua realidade popular, sem que o choque daí advindo chegue às causas sociais, mas permaneça na superfície irrisória dos efeitos. Na realidade, as emissoras oferecem aquilo que elas e seu público desejam ver. O sistema televisivomercadológico constituiu esse público que, ao longo dos anos, tornou-se ele próprio “audiência de TV”.

O telespectador, entretanto, não é vítima, e sim cúmplice passivo de uma situação a que se habituou. Em sua existência miserável, costuma o telespectador sonhar com o acaso que o levará, pela sorte, a ser chamado pela produção de um “reality show” para transformar em espetáculo a sua aberração existencial e sair de lá com um eletrodoméstico qualquer como prêmio. O grotesco, dessa maneira, é o que arranca o telespectador de sua triste paralisia.
 
No tocante ao público, não se sustentam as hipóteses de um “voyeurismo” freudiano com relação ao “reality show”, pois o que se evidencia mesmo não é uma sexualidade de fundo, mas a fusão entre a banalidade dos fluxos televisivos e a existência banal dos telespectadores. Após décadas de rebaixamento de padrões, o público em geral tornou-se esteticamente parte disso que os especialistas chamam de “trash” (lixo).
Daí o império da repetição exaustiva do banal.


Contudo, o quadro adverso não aniquila a força expressiva intrínseca da televisão. “Recusar um meio de comunicação que se dirige a milhões de pessoas é no mínimo burrice”, sublinhava em 1974 o saudoso Oduvaldo Vianna Filho, Vianinha. Trata-se, isto sim, de reivindicar uma outra TV, muito menos grotesca e mais afim com o seu papel de veículo de entretenimento que precisa contribuir para a formação cultural e educacional.

SODRÉ, Muniz e PAIVA, Raquel. O império do grotesco. Rio de Janeiro, Mauad, 2002, 154 p.

Eqüidade: Conceitos e controvérsias

Equidade consiste na adaptação da regra existente à situação concreta, observando-se os critérios de justiça e igualdade. Pode-se dizer, então, que a equidade adapta a regra a um caso específico, a fim de deixá-la mais justa. Ela é uma forma de se aplicar o direito mas sendo o mais próximo possível do justo para as duas partes. ( GONÇALVES, 2003

Para Aristóteles, exigência de igualdade de todos perante a lei, sob o ponto de vista formal, não pode desconhecer a necessidade de uma decisão também materialmente justa, de acordo com as circunstâncias. Entra aqui o conceito de eqüidade como critério interpretativo, que permite adequar a norma ao caso concreto e chegar à solução justa. Diz-se, por isso, ser a eqüidade a justiça do caso concreto. E a decisão será eqüitativa quando levar em conta as especiais circunstâncias do caso decidido e a situação pessoal dos respectivos interessados.

Igualdade e justiça são conceitos discutidos desde Aristóteles. Identificar desigualdades            corresponde a atribuir um valor aos fenômenos sociais associados. “A equidade, segundo Perelman, corresponde então a um instrumento da justiça concreta concebida para resolver as antinomias entre as diversas fórmulas da justiça formal. A equidade significa dessa forma um produto de uma intervenção sobre situações de conflito” (Silva e Almeida Filho, 2000:7). (grifos nossos) 

Não podemos fugir, portanto, de juízos de valor. O que vai permitir compreender o significado do conceito é a resposta à pergunta: “igualdade de quê?”, “eqüidade em relação a quê?”. O julgamento e a medida das desigualdades é integralmente dependente da escolha da variável em torno da qual a comparação é feita. Essa variável pode encerrar características diversas ou uma combinação de características, ou seja, contem uma pluralidade interna. Por sua vez, a igualdade em termos de uma variável não coincide com igualdade na escala de outra variável SEN (apud, ESCOREL, 2007),



EQÜIDADE EM SAÚDE

Os estudos sobre desigualdades em saúde não são recentes. Há um longa trajetória epidemiológica que antecede a incorporação do conceito de eqüidade como orientador das políticas de saúde. A classificação e agrupamento por semelhança e diferença – da Medicina das Espécies à Epidemiologia – estruturam a abordagem científica dos fenômenos da saúde-doença registrando as diferenças, inicialmente em relação ao lugar, tempo, idade e sexo, e, posteriormente em relação a estratos, grupos, etnias, gêneros e classes sociais (Silva e Almeida Filho, 2000:5).

Para além dos estudos epidemiológicos que constatam, seguidamente, as diferenças e mesmo desigualdades de adoecer e morrer na sociedade o tema da eqüidade passa a ser trabalhado por outras disciplinas da Saúde Coletiva e pensado a partir dos âmbitos da política e da gestão do SUS o que exige a incorporação de um conjunto de novas categorias associadas.
Eqüidade em saúde está sustentado no direito à saúde por sua vez ancorado no conceito de saúde, historicamente construído ao redor da atenção médica. Nos direitos encontramos os princípios que sustentam a política. O campo da saúde é considerado como um espaço social em que se desenvolve um processo histórico de relações sociais que envolvem prestações de serviços, garantia de direitos e inter-relações pessoais. A análise de Teixeira, 2000, em torno de um sofrimento possível ou de fato das pessoas. “A situação de saúde das populações, compõe-se do conjunto de necessidades e problemas de saúde, das respostas sociais frente a ele e do perfil de fenômenos que o torna aparente. Como o processo de reprodução social comporta quatro momentos reprodutivos, as necessidades de saúde que dele derivam podem organizar-se em necessidades predominantemente biológicos, ecológicas, de consciência e conduta e predominantemente econômicas” (Paim, 1997).

Penso que as políticas de saúde que têm a eqüidade como princípio e como objetivo devem articular parâmetros epidemiológicos com parâmetros sociais e econômicos que permitam caracterizar e priorizar grupos vulneráveis. No Brasil contemporâneo as políticas sociais eqüitativas devem modificar as regras de distribuição orientadas para privilegiar e favorecer os grupos sociais economicamente vulneráveis Mas estou longe de preconizar políticas e programas focalizados nos pobres que tendem a perpetuar a pobreza e a consolidar o estigma e as discriminações que os grupos mais desfavorecidos já sofrem. A priorização não pode perder de vista a universalidade do direito à saúde. É parte, portanto, da “reconstrução da universalidade dos direitos sociais” que MAINGON (apud,ESCOREL, 2007), 2001, propõe em sua dissertação.

Os conceitos de pobreza e de grupos vulneráveis não podem ter em vista apenas os
rendimentos econômicos. Considerar a pobreza como “privação de capacidades” como faz Amartya Sen oferece um terreno muito mais promissor para a intervenção. Este autor argumenta que a “adequação dos meios econômicos não pode ser julgada independentemente da real possibilidade de “converter” rendimentos e recursos em capacidades”. (...) Rendimentos adequados para fugir da pobreza variam com as características pessoais e das circunstâncias”. (...) “Possuir rendimentos inadequados não é um caso de ter rendas abaixo de uma dada linha de pobreza e sim de ter rendas abaixo do que é adequado para gerar níveis específicos de capacidades para o indivíduo em questão” SEN (apud, ESCOREL, 2007)

Essa relação entre rendimentos e capacidades, acrescenta o autor, são fortemente afetadas por idade, localização (urbano/rural, por exemplo), aspectos epidemiológicos e nós podemos agregar por escolaridade, condições habitacionais, condições de transporte, instabilidade ocupacional e o conjunto de determinantes sociais que afetam a saúde como assinalamos anteriormente.

 Para reversão das condições atuais, para a elaboração de políticas eqüitativas dirigidas aos grupos social e economicamente mais vulneráveis, para os brasileiros que menos chances têm de desenvolver suas capacidades e potencialidades, ao invés de reduzir a elaboração das políticas aos fatores contingenciais da factibilidade financeira, há que se partir de um diagnóstico da pobreza como privação das capacidades para então estabelecer o que deve ser feito e daí o que pode ser feito a cada momento. Nesse sentido, a importância da análise descritiva da pobreza e da discussão conceitual do que é ser pobre no Brasil hoje, do que significa eqüidade e da eqüidade de quê estamos visando. Incorporar a eqüidade no contexto da igualdade é um avanço incontestável nas modalidades de cidadania, fruto das lutas sociais por reconhecimento (‘distinção’) e participação, e a existências de ‘cidadanias diferenciadas’ é um dado empiricamente observável. No entanto, nem sempre a diferenciação significa o reconhecimento de um outro pertencimento de caráter étnico ou de gênero indissociável de seu pertencimento ao corpo de cidadãos.

Na maioria das vezes, na nossa realidade, a diferenciação está pautada na inferiorização, na desqualificação dos mais pobres, dos mais negros e das mulheres Compartilho com MAINGON (apud, ESCOREL, 2007) a idéia de “reconstruir a universalidade dos direitos sociais para estar em condições de aceitar e atender as diferenças” tomando como dois aspectos fundamentais dessa reconstrução a pobreza e as vulnerabilidades no mundo do trabalho MAINGON (apud, ESCOREL, 2007), “Grupos sistematicamente excluídos podem e têm necessidades particulares que somente podem ser satisfeitas ou atendidas mediante políticas diferenciadas” afirma a autora preconizando a proposta de “pensar uma categoria de cidadania diferenciada”. Mas a idéia de políticas diferenciadas para grupos sistematicamente excluídos não deve perder de vista a inclusão em modalidades de cidadanias plenas, eqüitativas mas plenas.

A faca de dois gumes: de tanto acentuar a diferença e a diversidade perder o “interesse” nas questões que envolvem o espaço público, da igualdade, da construção do ‘mundo em comum’, da experiência de uma cidadania mais que ativa, emancipada. É a idéia de que o processo de expansão dos direitos sociais seja orientado por uma modalidade de cidadania emancipada (contrapondo-se a um modelo de cidadania assistida) em que além da participação há o protagonismo cívico e social.

ARISTÓTELES; Ética à Nicômaco. Livro V, filosofia grega.



ESCOREL, Sarah; Os dilemas da eqüidade em saúde: Aspéctos conseituais, FIOCRUZ, 2007



PAIM, J. 1997 Abordagens teórico-conceituais em estudos de condições de vida e saúde: notas para reflexão e ação. In: Barata, R.B. (org.) Condições de vida e situação de saúde. Rio de Janeiro, Abrasco, 7-30.


SILVA, L.M.V. & ALMEIDA FILHO, N. (2000) Distinção, diferença, desigualdade, iniqüidade e a saúde: uma análise semântica. Salvador, mimeo.


TEIXEIRA, C. 2000. Modelos de atenção voltados para a qualidade, efetividade, eqüidade e necessidades prioritárias de saúde. Caderno da 11ª Conferência Nacional de Saúde. Ministério da Saúde, Conselho Nacional de Saúde, Brasília.

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Logística na saúde

“A Logística trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem, que facilita o
fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria prima até o ponto de consumo final,
 assim como do fluxo de informações que colocam os produtos em movimento, como o propósito de providenciar níveis de serviço adequados aos clientes a um custo razoável.”
Ronald Ballou

A Logística é singular: nunca para. Está ocorrendo em todo o mundo, 24 horas por dia, 7 dias por semana, durante  o  ano todo. Poucas áreas de operações envolvem a complexidade ou abrange o escopo geográfico característico da Logística.
O objetivo da Logística é tornar disponíveis produtos e serviços no local onde são necessários, no momento em que são desejados...
 É difícil imaginar a realização de qualquer atividade de produção ou de marketing sem o apoio logístico.” Donald Bowersox, 2001 Logística (visão estratégica – criatividade)
“É o processo de gerenciar estrategicamente a aquisição, movimentação e armazenagem de materiais (matéria-prima), peças (materiais em processo) e produtos acabados (e os fluxos de informações correlatadas), através da organização e seus canais de marketing, de modo a poder maximizar as lucratividades presente e futura através do atendimento dos pedidos a baixo custo.”
“É a gestão de todo o fluxo de atividades, informações e materiais no decurso do ciclo do pedido, desde a pré-venda até seu completo atendimento, incluindo toda a cadeia de suprimentos.”  Logística Integrada

“ Processo de planejar, implementar e controlar eficientemente, ao custo correto,  o fluxo e a armazenagem de matérias primas, estoques durante a produção e produtos acabados, e as informações relativas a estas atividades, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender os requisitos do cliente.” Conselho de Gerenciamento de Logística – EUA Importância do estudo da logística no setor da saúde
Na área da saúde os processos logísticos, devido às suas características muito específicas, deverão ser encarados como uma abordagem orientada não só para a racionalização de custos mas também como um elemento fundamental de apoio à prestação de cuidados de saúde a pacientes. De acordo com estudos publicados internacionalmente, estima-se que 46% do orçamento operacional de um hospital seja despendido em actividades relacionadas com Logística, 27% dos quais em Material e Equipamentos e 19% em Mão-de-obra. Uma total optimização dos Processos Logísticos pode levar a reduções de 48% destes custos melhorando ainda o nível de serviço hospitalar.

Genericamente, uma de duas formas para gerir a chegada de um utente a um serviço de urgência hospitalar ou a um centro de atendimento permanente/urgente é lhe solicitado a espera em fila, i.e., mantendo uma lógica de atendimento por ordem de chegada ou submetendo o utente a um processo de triagem inicial (observação e avaliação; por exemplo, por aplicação do Sistema de Triagem de Manchester), no sentido de perceber e classificar o grau de urgência com que chega ao sistema. Supondo a não existência de triagem, os tempos de espera dos utentes não dependem do seu estado de saúde (i.e., não dependem do seu grau efectivo de urgência) mas, antes, do número de pessoas que se encontram em espera à sua frente.

As melhores soluções requerem, para além da intervenção do racional clínico, médico, a participação do racional logístico e da trilogia de tempo, custo e qualidade do serviço, quer no desenho da solução específica, processual e de gestão de chegadas no contexto da unidade hospitalar, que no desenho da solução geral, i.e., para o sistema de urgências hospitalares em articulação com vários serviços de atendimento permanente/urgente que devem de cobrir todo um país. Sendo que em todos os casos impõe-se maior visibilidade intra e entre unidades de saúde e estandardização de procedimentos e processos.

Fonte: CARVALHO, José ; RAMOS, Tânia - Logística na Saúde. Lisboa: Edições Silabo, 2009

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Ansiedade

A ansiedade está se tornando um dos grandes problemas de nossos tempos. Vida agitada, pressão e stress somam-se gerando esta doença que tanto prejudica a qualidade de nossas vidas.

A ansiedade é uma perturbação psíquica caracterizada por um estado quase constante e permanente de inquietação, preocupação, angústia,  intranquilidade, desassossego, ansiedade, em maior quantidade gera o medo, etc. que provoca um mal estar e uma tensão constante.
 
A pessoa não se sente tranquila e as situações á sua volta criam-lhe muitas vezes um mal estar que ela não consegue definir nem controlar.
Este estado de espírito altera negativamente a vida da  pessoa e leva-a a afastar-se da realidade á sua volta, acabando muitas das vezes por prejudicar a sua vida e os seus relacionamentos.
Mudança de emprego, de casa, casamento, estudos, profissão, carreira etc. ou qualquer situação que implique mudança podem criar um estado de grande ansiedade e agitação na pessoa que sofre de ansiedade.
Sintomas


QUEM SÃO OS ANSIOSOS?
Pessoas ansiosas são aquelas que se tornaram dependentes demais de certeza. São aquelas para quem tudo tem que estar previsto, antecipado, controlado. São aquelas com um futuro nesse mundo de hoje que, além de pouco entusiasmo, pode se revelar inviável e impossível.
São pessoas cuja incapacidade de lidar com a incerteza, tira-lhes a capacidade de satisfazer duas outras necessidades humanas, primordiais e fundamentais: SIGNIFICADO e CRESCIMENTO.  A única maneira de nos sentirmos únicos, diferentes, especiais, verdadeiramente SIGNIFICANTES, é fazermos coisas únicas, diferentes, especiais, SIGNIFICATIVAS. Isso exige de nós a exposição ao novo, ao diferente, ao INCERTO, à INCERTEZA.

Pessoas controladas pela ansiedade terão enorme dificuldade de satisfazer essa necessidade tão fundamental, porque sua dependência viciada de certeza as levará a evitar fazer (ou pelo menos fazer diferente) qualquer coisa que ainda não tenham feito, a insistir em repetir no futuro apenas os mesmos padrões com os quais viveram até hoje e isso compromete ainda, de forma terminal, uma outra necessidade cuja não satisfação é garantia dos mais profundos níveis de frustração que uma pessoa pode saudavelmente tolerar.

Prevenção

Por vezes se usa a psicoterapia para dar uma ajuda nesta situação assim como a prática de exercícios relaxantes como o música, arte e  exercícios físicos por forma a libertarem o stress e a descontraírem a pessoa. Até mesmo uma atividade física comum como caminhada e academia faz com que esse estresse da ansiedade acabe ou diminui.
No entanto há que fazer um outro gênero de trabalho para que se localizem as causas por detrás da ansiedade e para que dessa forma se consigam trabalhar e eliminar as causas da ansiedade.

A ansiedade é uma característica das personalidades ansiosas e como tal a ansiedade tem muito a ver com a personalidade da pessoa que como se sabe é herdada e criada ao longo da vida. Perdas de pessoas queridas podem muitas das vezes agravar este estado tal como outras situações stressantes vividas ao longo da vida.
 
A ansiedade é muitas das vezes herdada da família e há que fazer um trabalho familiar e um trabalho que faça um outro tipo de abordagem daquele que normalmente se faz.
Há que mudar a maneira de ver e de sentir da pessoa e para isso tem  de se levar a pessoa a ver e a resolver situações que a afetam a nível inconsciente e sem ela se dar conta.
Há que ir ás causas e resolvê-las e isso hoje pode-se fazer de uma forma muito mais rápida quando se sabe o que procurar e como conduzir a pessoa a libertar aquilo que a afeta. Isto por si só não chega e muitas das vezes há que fazer uma desmemorização das tensões e emoções que foram sendo acumuladas ao longo da vida no corpo e nos tecidos e que agravam todo o estado de ansiedade.
 
Em muitos casos também é freqüente o fato de existirem situações físicas no corpo que estão na base da ansiedade e que precisam de ser corrigidas e eliminadas para que a ansiedade se consiga vencer e ultrapassar.
No fundo, há que perceber quais as causas por detrás da ansiedade e saber como corrigi-las para que a pessoa passe a viver a sua vida da maneira que ela merece ser vivida.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Os riscos da cybercondria

Com a expansão dos sistemas de consulta da web, surge um novo tipo de hipocondria, a hipocondria do internauta conhecida também como cybercondria. Funciona assim, o internauta sente algum sintoma seja coriza, dor de cabeça, etc. e busca no sistema de pesquisa algum possível “diagnostico” que se enquadre no seu perfil sintomatológico, ficando assim suscetível a maiores agravos e evolução progressiva dos sintomas, pois muitas vezes a pessoa se auto-medica seja com alopáticos ou fitoterápicos, podendo mascarar sintomas e agravar o processo patológico.
 
A cybercondria, em diferentes graus, já aparece no cotidiano dos profissionais."Os pacientes já chegam ao consultório com informações da internet e ainda fazem buscas após a consulta", afirma Paulo Olzon, clínico-geral da Unifesp em entrevista ao jornal FOLHA.COM em 19/09/2010.
Os sintomas, por sua vez, podem se enquadrar em diferentes quadros patológicos ex. uma dor de cabeça é um sintoma encontrado na meningite, infarto cerebral, tumor cerebral, estresse, epilepsia, hipertensão etc. 
Segundo o médico Paulo Olzon "Na hora que a pessoa fica sem referência, vai buscar por conta própria e acaba se atrapalhando."  

De acordo com o psicoterapeuta e professor da PUC-SP Antonio Carlos Pereira, esse tipo de conduto pode levar o cérebro a “criar” sintomas quando o internauta tenta associar seu quadro a uma determinada doença, ele explica ainda explica que o corpo reage a situações criadas pelo cérebro: toda a fisiologia pode ser afetada por idéias, daí o risco de conclusões sobre doenças baseadas no dr. Google. Isso posto, ele defende o direito do paciente buscar na rede o significado do jargão usado pelo médico. O supervisor do programa de ansiedade do Instituto de Psiquiatria da USP Luiz Vicente de Mello explica que o medo desencadeia as histaminas, substâncias que nos defendem dos corpos estranhos que nos atacam. "Há relação entre o sistema de alergia e o de emoção. Quem é muito tenso desenvolve sintomas físicos, somáticos."
 
Mello afirma que as pesquisas online devem ser criteriosas. "Sites confiáveis, ligados a faculdades, ajudam a esclarecer. Já os alternativos podem fornecer informações errôneas e quem não conhece os termos técnicos pode confundir uma doença com outra e transformá-la em preocupação excessiva."
No Brasil, 10% a 15% da população sofre de ansiedade, segundo dados do Instituto de Psiquiatria da USP, enquanto apenas 2% a 4% são hipocondríacos. Mas o interesse dos pacientes que sofrem desses dois distúrbios é o mesmo: descobrir se têm determinada doença. A ansiedade é tratada com antidepressivos e psicoterapia, enquanto a hipocondria, com terapia cognitiva comportamental.
 
A consulta médica deve ser soberana, de acordo com o supervisor do instituto. "O paciente não pode procurar nada sem avaliação clínica médica, senão é induzido a comprar remédios que podem fazer mal e ocultar uma doença mais grave."

Fonte: Folha.com acessado dia 19/09/2010 e Wikipédia a enciclopédia livre - Wikipédia.org (termo de busca – cybercondria)