Com a expansão dos sistemas de consulta da web, surge um novo tipo de hipocondria, a hipocondria do internauta conhecida também como cybercondria. Funciona assim, o internauta sente algum sintoma seja coriza, dor de cabeça, etc. e busca no sistema de pesquisa algum possível “diagnostico” que se enquadre no seu perfil sintomatológico, ficando assim suscetível a maiores agravos e evolução progressiva dos sintomas, pois muitas vezes a pessoa se auto-medica seja com alopáticos ou fitoterápicos, podendo mascarar sintomas e agravar o processo patológico.
A cybercondria, em diferentes graus, já aparece no cotidiano dos profissionais."Os pacientes já chegam ao consultório com informações da internet e ainda fazem buscas após a consulta", afirma Paulo Olzon, clínico-geral da Unifesp em entrevista ao jornal FOLHA.COM em 19/09/2010.
Os sintomas, por sua vez, podem se enquadrar em diferentes quadros patológicos ex. uma dor de cabeça é um sintoma encontrado na meningite, infarto cerebral, tumor cerebral, estresse, epilepsia, hipertensão etc.
Os sintomas, por sua vez, podem se enquadrar em diferentes quadros patológicos ex. uma dor de cabeça é um sintoma encontrado na meningite, infarto cerebral, tumor cerebral, estresse, epilepsia, hipertensão etc.
Segundo o médico Paulo Olzon "Na hora que a pessoa fica sem referência, vai buscar por conta própria e acaba se atrapalhando."
De acordo com o psicoterapeuta e professor da PUC-SP Antonio Carlos Pereira, esse tipo de conduto pode levar o cérebro a “criar” sintomas quando o internauta tenta associar seu quadro a uma determinada doença, ele explica ainda explica que o corpo reage a situações criadas pelo cérebro: toda a fisiologia pode ser afetada por idéias, daí o risco de conclusões sobre doenças baseadas no dr. Google. Isso posto, ele defende o direito do paciente buscar na rede o significado do jargão usado pelo médico. O supervisor do programa de ansiedade do Instituto de Psiquiatria da USP Luiz Vicente de Mello explica que o medo desencadeia as histaminas, substâncias que nos defendem dos corpos estranhos que nos atacam. "Há relação entre o sistema de alergia e o de emoção. Quem é muito tenso desenvolve sintomas físicos, somáticos."
Mello afirma que as pesquisas online devem ser criteriosas. "Sites confiáveis, ligados a faculdades, ajudam a esclarecer. Já os alternativos podem fornecer informações errôneas e quem não conhece os termos técnicos pode confundir uma doença com outra e transformá-la em preocupação excessiva."
No Brasil, 10% a 15% da população sofre de ansiedade, segundo dados do Instituto de Psiquiatria da USP, enquanto apenas 2% a 4% são hipocondríacos. Mas o interesse dos pacientes que sofrem desses dois distúrbios é o mesmo: descobrir se têm determinada doença. A ansiedade é tratada com antidepressivos e psicoterapia, enquanto a hipocondria, com terapia cognitiva comportamental.
No Brasil, 10% a 15% da população sofre de ansiedade, segundo dados do Instituto de Psiquiatria da USP, enquanto apenas 2% a 4% são hipocondríacos. Mas o interesse dos pacientes que sofrem desses dois distúrbios é o mesmo: descobrir se têm determinada doença. A ansiedade é tratada com antidepressivos e psicoterapia, enquanto a hipocondria, com terapia cognitiva comportamental.
A consulta médica deve ser soberana, de acordo com o supervisor do instituto. "O paciente não pode procurar nada sem avaliação clínica médica, senão é induzido a comprar remédios que podem fazer mal e ocultar uma doença mais grave."
Fonte: Folha.com acessado dia 19/09/2010 e Wikipédia a enciclopédia livre - Wikipédia.org (termo de busca – cybercondria)
Fonte: Folha.com acessado dia 19/09/2010 e Wikipédia a enciclopédia livre - Wikipédia.org (termo de busca – cybercondria)

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