Ao aproximarmos das eleições instaura-se na mente dos cidadãos a incógnita do voto. Hoje, mais que nunca, essa questão nos perturba, vivemos um momento complexo em nossa democracia, visto que nos embrenhamos numa grave crise de valores, onde a honestidade é um elemento que passa ao longe. Não há um código de honra, não há verdade no discurso, não há autenticidade nas palavras. Somente palavras soltas ao vento, incoerências e inverdades.
Assim, nos deparamos com as mazelas de um país incoerente e inconstante, onde não há ideologia nem verdade, mas somente interesse e disputa. Finalmente o capital conseguiu chegar ao centro de toda a estrutura mundial, tudo gira, tudo é e se move em torno do dinheiro, que consigo traz a dor, a guerra e a fome.
Irrompe diante de nós um momento único, muito interessante, que nos convoca a algo novo, um novo ideal, uma nova luta. Quem sabe uma re-fundamentação das estruturas? Olhando para o quadro sócio-político de nosso Brasil, percebemos que não interessa o governante, a assembléia, o grupo que dirige, as coisas permanecem sempre da mesma forma. Disso, percebemos que não adianta mudar os políticos, mudar os prefeitos, mudar os agentes, se não optarmos pela re-fundamentação.
Quando falamos em re-fundamentação não estamos acenando para uma reorganização, pois a atitude de reorganizar mantém os mesmos elementos e somente trocando-os de lugar. Contudo a re-fundamentação acena para algo totalmente novo, talvez inalcançável e utópico, mas que poderia irromper como possibilidade para a não permanência desta democracia decrépita.
Refletindo um pouco sobre nossos possíveis candidatos à presidência, sentimo-nos impotentes frente ao quadro que se apresenta. O presidente Lula, que teve sua chance de mostrar que as políticas de base só são possíveis fora da estrutura opressora do capitalismo; este chegou a presidência com sonhos projetos, porém sai dela com o rótulo de incompetente e incapaz.O mesmo sucedera se Dilma alcançar a presidência, alias esta ultima não tem o mínimo histórico de vocação política confiada pelo povo, ou seja nunca foi, nem sequer, vereadora. Alguns podem me achar “ridículo”, afinal ela foi chefe da casa civil, pra quem não sabe, ela apenas cumpriu com o “protocolo”, sua imagem esta mais associada ao fato de ser a “queridinha” do Lula, ou seja, no governo PT foi ela quem mais apareceu na mídia depois do presidente lula, sendo assim, Dilma é a melhor opção“ ” do PT. Também temos o Jose Serra, o idealizador dos genéricos, “o homem que consertou São Paulo”, pelo menos ele tem algumas idéias distintas, ao menos ele, se preocupou em colocar suas idéias no papel, mas, a minha preocupação é, terá ele capacidade pra governar imune a pressão dos banqueiros e grandes empresários? Também temos a candidata Marina do PV que tem uma única pauta o Meio ambiente. Esta é sua única estratégia de governo. Em terceiro lugar temos o candidato Plínio de Arruda Sampaio do PSOL, tenho que reconhecer este é um bom articulador, mas infelizmente não tem uma boa estratégia de governo e nem uma equipe qualificada pra governar.
Por isso, sugerimos a re-fundamentação, simplesmente não há o que fazer. Uma boa sugestão é a democracia, mas para que ela surja aqui é necessária a total revolução. Permanece a questão, “Em quem votar?”.

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