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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

Logística na saúde

“A Logística trata de todas as atividades de movimentação e armazenagem, que facilita o
fluxo de produtos desde o ponto de aquisição da matéria prima até o ponto de consumo final,
 assim como do fluxo de informações que colocam os produtos em movimento, como o propósito de providenciar níveis de serviço adequados aos clientes a um custo razoável.”
Ronald Ballou

A Logística é singular: nunca para. Está ocorrendo em todo o mundo, 24 horas por dia, 7 dias por semana, durante  o  ano todo. Poucas áreas de operações envolvem a complexidade ou abrange o escopo geográfico característico da Logística.
O objetivo da Logística é tornar disponíveis produtos e serviços no local onde são necessários, no momento em que são desejados...
 É difícil imaginar a realização de qualquer atividade de produção ou de marketing sem o apoio logístico.” Donald Bowersox, 2001 Logística (visão estratégica – criatividade)
“É o processo de gerenciar estrategicamente a aquisição, movimentação e armazenagem de materiais (matéria-prima), peças (materiais em processo) e produtos acabados (e os fluxos de informações correlatadas), através da organização e seus canais de marketing, de modo a poder maximizar as lucratividades presente e futura através do atendimento dos pedidos a baixo custo.”
“É a gestão de todo o fluxo de atividades, informações e materiais no decurso do ciclo do pedido, desde a pré-venda até seu completo atendimento, incluindo toda a cadeia de suprimentos.”  Logística Integrada

“ Processo de planejar, implementar e controlar eficientemente, ao custo correto,  o fluxo e a armazenagem de matérias primas, estoques durante a produção e produtos acabados, e as informações relativas a estas atividades, desde o ponto de origem até o ponto de consumo, com o propósito de atender os requisitos do cliente.” Conselho de Gerenciamento de Logística – EUA Importância do estudo da logística no setor da saúde
Na área da saúde os processos logísticos, devido às suas características muito específicas, deverão ser encarados como uma abordagem orientada não só para a racionalização de custos mas também como um elemento fundamental de apoio à prestação de cuidados de saúde a pacientes. De acordo com estudos publicados internacionalmente, estima-se que 46% do orçamento operacional de um hospital seja despendido em actividades relacionadas com Logística, 27% dos quais em Material e Equipamentos e 19% em Mão-de-obra. Uma total optimização dos Processos Logísticos pode levar a reduções de 48% destes custos melhorando ainda o nível de serviço hospitalar.

Genericamente, uma de duas formas para gerir a chegada de um utente a um serviço de urgência hospitalar ou a um centro de atendimento permanente/urgente é lhe solicitado a espera em fila, i.e., mantendo uma lógica de atendimento por ordem de chegada ou submetendo o utente a um processo de triagem inicial (observação e avaliação; por exemplo, por aplicação do Sistema de Triagem de Manchester), no sentido de perceber e classificar o grau de urgência com que chega ao sistema. Supondo a não existência de triagem, os tempos de espera dos utentes não dependem do seu estado de saúde (i.e., não dependem do seu grau efectivo de urgência) mas, antes, do número de pessoas que se encontram em espera à sua frente.

As melhores soluções requerem, para além da intervenção do racional clínico, médico, a participação do racional logístico e da trilogia de tempo, custo e qualidade do serviço, quer no desenho da solução específica, processual e de gestão de chegadas no contexto da unidade hospitalar, que no desenho da solução geral, i.e., para o sistema de urgências hospitalares em articulação com vários serviços de atendimento permanente/urgente que devem de cobrir todo um país. Sendo que em todos os casos impõe-se maior visibilidade intra e entre unidades de saúde e estandardização de procedimentos e processos.

Fonte: CARVALHO, José ; RAMOS, Tânia - Logística na Saúde. Lisboa: Edições Silabo, 2009

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