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quinta-feira, 14 de abril de 2011

Comida gordurosa, no estômago vazio, dispara hormônio da fome.

Um novo estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Cincinnati, dos Estados Unidos, sugere que um dos hormônios responsáveis pela fome, a grelina, é ativado pela gordura que consumimos - e não pela que já temos no corpo - para otimizar o metabolismo de nutrientes e armazenar gordura.

Acreditava-se que a grelina se acumulava no corpo em período de jejum, e é encontrado no corpo logo antes das refeições. É conhecido como o "hormônio da fome" porque a administração de doses do hormônio estimula a fome e aumenta a ingestão de comida em humanos e animais de laboratório.

O estudo laboratorial muda completamente a visão que se tem sobre a grelina e aponta uma saída para futuros tratamentos de doenças metabólicas, que utilizariam a enzima estomacal responsável pela ativação do hormônio.

O papel da gordura na fome

A grelina requer a adição de um ácido gorduroso por uma enzima específica (O-acil-transferase) para ser ativado. Antes da pesquisa, acreditava-se que o ácido gorduroso era produzido pelo próprio corpo em períodos de jejum. A pesquisa, feita por Matthias Tschöp e sua equipe da Universidade, sugere que os ácidos gordurosos são produzidos, na realidade, através da ingestão de itens gordurosos.

A equipe de pesquisadores fez o estudo com ratos, que foram super expostos à enzima O-acil-transferase, e outro grupo de ratos que teve a enzima suprimida. Foi descoberto que, quando tinham uma dieta rica em gordura, os ratos sem a enzima acumularam menos gordura que ratos normais, enquanto aqueles que foram super expostos à enzima acumularam mais massa gordurosa do que ratos fora do experimento. "Quando foram expostos a certas comidas gordurosas, os ratos com mais O-acil-transferase ficaram mais gordos", afirma Tschöp. "Os ratos sem a enzima ganharam menos peso, pois seu cérebro não recebe o sinal que diz que a gordura chegou e precisa ser armazenada", diz.

A pesquisa muda um modelo que era usado há mais de uma década, diz Tschöp, e os pesquisadores acreditam que a grelina é um sensor lipídico no estômago, que informa ao cérebro quando calorias estão disponíveis - o que libera a passagem para processos consumidores de calorias, como o crescimento. "Ficamos interessados em entender como o hormônio pode estar envolvido nos benefícios da cirurgia bariátrica", diz o pesquisador. "A cirurgia reduz o apetite e melhora o metabolismo logo antes da perda de peso, e faz com que a comida passe direto pelo estômago e pelas partes do corpo que contêm as enzimas O-acil-transferase e a grelina, o que evitaria a ativação do hormônio da fome".

Segundo o pesquisador, o estudo não pode ser imediatamente transposto para o organismo humano, porém, um estudo recente da Universidade de Virginia (EUA) mediu concentrações ativas e inativas do hormônio da fome, e descobriu que na presença de gordura, os níveis de grelina aumentaram, como descrito na pesquisa de Tschöp.Science Daily

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Depressão em gestantes atendidas pela rede pública de saúde

Um terço das gestantes atendidas na rede pública de saúde sofre com sintomas de ansiedade e depressão. É o que mostra estudo realizado na Faculdade de Medicina da USP (Universidade de São Paulo) e publicado no “Journal of Psychosomatic Obstetrics & Gynecology”. Apesar da necessidade de tratar o problema, no entanto, o trabalho sugere que ele não interfere no peso da criança ao nascer ou na ocorrência de partos prematuros, ao contrário do que outros pesquisadores já sugeriram.

O estudo contou com 831 gestantes com uma idade média de 25 anos. A prevalência de transtornos mentais como ansiedade e depressão foi de 33%. Entre as mulheres que apresentavam os sintomas, apenas 7,6% dos bebês nasceram com baixo peso (menos de 2,5 Kg) e 6,9% tiveram parto prematuro (antes da 37ª semana), valores não muito diferentes dos encontrados entre as grávidas sem o problema.

O coordenador do estudo, o ginecologista Alexandre Faisal, blogueiro do UOL, explica que a relação esse tipo de transtorno na gravidez e complicações no parto ou baixo peso ao nascer é controversa: alguns estudos indicam que há interferência, enquanto outros dizem que não. “Uma revisão recente de diversos estudos defende a associação, mas ao mesmo tempo diz que ela é modesta e que depende de contextos socioeconômicos (ou seja, do grau de desenvolvimento da população estudada)”, diz.

Os fatores que mais predispõem a gestante a sintomas ansiosos e depressivos são baixo nível socioeconômico, conflitos conjugais, falta de suporte social, histórico pessoal e familiar de depressão ou outro problema psiquiátrico e ausência de planejamento da gravidez.

Ainda que o problema não interfira tanto na saúde do bebê ao nascer, Faisal alerta que deixar de tratá-lo na gravidez pode trazer consequências para a criança no futuro. Gestantes deprimidas ou ansiosas têm maior risco de sofrer depressão pós-parto, o que prejudica o desempenho da mãe em um momento crítico do bebê. “Estudos que acompanharam o desenvolvimento psicossocial e motor dos filhos de mães deprimidas mostram uma série de complicações, como pior performance em testes, prejuízo nos relacionamentos sociais, comportamento antissocial, isolamento e tendência a depressão”, relata.

O tratamento da depressão durante a gravidez pode envolver o uso de medicamentos, mas de forma criteriosa. O ginecologista afirma que existem trabalhos associando alguns tipos de antidepressivos a malformações fetais, por isso os médicos costumam avaliar muito bem o custo-benefício da terapia, além de evitar a prescrição no primeiro trimestre de gestação e tentar sempre a menor dose possível. Já para casos leves ou moderados, a primeira opção pode ser a psicoterapia, que gera melhora dos sintomas em 60% das vezes.

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Terceiro setor na Saúde

A Organização Social (OS) criada pela Lei Federal 9.637/98, no Governo Fernando Henrique e “praguicida” pelo governo Lula foi mais uma forma da desobrigação do Estado em relação a alguns compromissos já assumidos pela Constituição Federal (CF) de 1988. Universidades, Faculdades, Entidades constituíram nestas Organizações Sociais, o seu funcionamento e o dinheiro do cidadão sem o devido compromisso de licitação na escolha e oferta dos serviços com os recursos financeiros que lhes é repassado.

Tais organizações foram criadas com o objetivo de abranger atividades exclusivas do Estado (ensino, pesquisa, esporte, meio ambiente, cultura, saúde) transformando instituições públicas em pessoas jurídicas sem fins lucrativos. Tem como princípio tácito a não obrigatoriedade do Concurso Público onde as contratações poderão e acontecerão pelo empreguismo do cordão umbilical de cada partido político, abrindo margem para o clientelismo na contratação de pessoal para estes estabelecimentos sob gestão das OS, acabando assim com o quadro estatutário atual da saúde, que será gradativamente extinto para dar lugar a um quadro contratado via Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Portanto, qualquer possibilidade da construção de um quadro qualificado de servidores da saúde com isonomia, plano de cargos e carreiras esta fora de planejamento.

Outra situação das OS é a dispensa das normas próprias para compras e contratos, tudo isso sem licitação, mesmo quando recebem e se sustentam com dinheiro do povo para não dizer público via contrato de Gestão suplementado pelo Tesouro do Estado.

No Brasil, ao implantar a legislação do SUS construiu elementos no controle do SUS, feito pela sociedade organizada nas Conferências de Saúde e nos Conselhos instituídos nas 3 Esferas do poder, com critérios definidos em Lei na sua composição. Podemos ver que não está previsto na Administração quem vai dirigir o controle externo das organizações sociais, ou seja, a sociedade não terá controle sobre as ditas entidades de direito privado, a Organização Social poderá ser apadrinhada pelo Governante.

O mais grave, mesmo sendo entidade que recebe o recurso público, poderá vender serviços a terceiros o que acreditamos que no caso da saúde, a clientela poderá ter atendimento diferenciado entre os que podem pagar o procedimento em detrimento a aqueles que são dependentes do SUS.

A saúde não só no nosso Estado, mas em todo o Brasil numa clara desobediência de um governo que mantêm percentuais mínimos de aplicação de recursos na saúde, Estados e Prefeituras não assinam na totalidade a proposta de Emenda Constitucional nº 29, assim a OS no gerenciamento da saúde viria quebrar com o sistema SUS, fruto da luta da massa social brasileira, onde esta dita OS passaria a trabalhar com a lógica do mercado.

Vamos mais a frente, hoje o SUS é refém do setor privado onde a maioria dos leitos esta nos hospitais privados e na maioria das vezes muitos tiveram aporte financeiro do governo na construção, aquisição de equipamentos e insumos iniciais para o atendimento dos usuários, pois o objetivo principal destes hospitais é o lucro sobre a doença.

O gerenciamento dos hospitais públicos por uma OS, pode ainda acabar com o devir construídos em bases humanizadoras e de justiça social, onde o profissional assume o compromisso da lógica solidária no atendimento do Ser, conforme princípios do Sistema Único de Saúde (Integralidade, Universalidade e Equidade).

Uma pergunta que não quer calar quem vai ter a preferência no atendimento pela OS: O Usuário dependente do sistema público ou o Usuário que paga seu plano de saúde privado?

Enquanto a Lei Federal nº 8080/90 que criou Sistema Único de Saúde (SUS), determina a criação do Controle Social via sociedade civil, nas 3 esferas do Poder (Estado, União e Município), formada por Usuários, Trabalhadores da Saúde, Gestores da Saúde e Prestadores de Serviço, com paridade formando os Conselhos de Saúde cujo papel principal é o de controlar e fiscalizar a correta aplicação dos recursos públicos, a Lei que criou as OS não faz nenhuma menção ao Controle externo das mesmas.

O que podemos dizer de tudo isso, o principal papel do Estado é gerenciar, aplicar, proporcionar via funcionários públicos, a oferta de serviços a toda a sociedade civil. Tendo como ferramentas motivadoras a inserção de planos de cargos, carreiras e salários aos servidores que assim vão prestar serviços com maior qualidade, laicos, referenciados e motivados.

Devemos lutar pelos nossos direitos instituídos pela CF, ser o Estado o principal gestor da Saúde.

Autor: Carlos Alberto Eilert é professor Adjunto da UFMT e Vice presidente do CES-MT em /www.prosaepolitica.com.br

domingo, 28 de novembro de 2010

Maior parte dos estabelecimentos públicos de saúde brasileiros são municipais

Pesquisa do IBGE mostra que classes mais baixas podem ter maior acesso aos serviços de saúde no país

O número de estabelecimentos de saúde em atividade total no Brasil teve um crescimento de 22,2% de 2005 para 2009. Os dados foram divulgados dia 21 de novembro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na pesquisa de Estatísticas da Saúde - Assistência Médico-Sanitária - 2009. Os dados apontam para um maior acesso da população das classes C e D aos serviços de saúde, uma vez que a maior parte das unidades assistenciais em atividade são municipais.

A análise do IBGE identificou que 95,6% das unidades assistenciais públicas são municipais. Isso representa um aumento dos serviços de saúde e uma maior disseminação dos recursos no País. Na análise do serviço privado de saúde, observou-se uma tendência para a diminuição da proporção de estabelecimentos sem fins lucrativos. Os estabelecimentos com vínculo com o Sistema Único de Saúde (SUS), que, em 2005, representavam 30,6% dos particulares, passaram para 27,1% em 2009.

O SUS se manteve em 2009 como a fonte de financiamento mais frequente para os estabelecimentos de saúde, embora tenha tido ligeira queda em relação à sua participação em 2005 (de 70,9% para 67,2%). Em segundo lugar, veio o pagamento direto (particular) das atividades, seguido pelos planos de saúde e os planos próprios, em apenas 2,8% dos estabelecimentos.

Estes dados nos dão uma lugeira radiografia de que os munícipios tem maior participação e autonomia na implementação da saúde.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Jovens viciados em internet estão mais propensos a ter problemas de saúde


Pesquisa relacionou os exageros na rede a hábitos como o alcoolismo e o tabagismo



Adolescentes que passam muito tempo conectados à internet ou enviando mensagens de texto estão mais propensos a desenvolver problemas de saúde e vícios, aponta um estudo realizado pela Universidade Case Western Reserve (EUA). O trabalho relacionou os exageros na rede a hábitos prejudiciais como o alcoolismo e o tabagismo.

Os pesquisadores concluíram que estão vulneráveis os jovens que passam mais de três horas por dia na frente do computador ou conectados à internet do celular.
A pesquisa foi feita com 4.257 adolescentes em uma pequena cidade do oeste norte-americano.

A análise de dados apontou que os chamados hipertexteadores são 40% mais propensos a fumar e duas vezes mais propensos a ingerir álcool do que os adolescentes que não compartilham o mesmo hábito .

— Os resultados são surpreendentes e mostram a importância de impor limites para os adolescentes — concluiu Scott Frank, que comandou a aplicação da pesquisa.

Resultado

:: O grupo que passa muitas horas na internet tem 41% mais de probabilidade de ter usado drogas ilícitas e 55% mais chance de ter se envolvido em brigas físicas

:: Do total, 11,5% dos estudantes entraram na categoria de "hipernavegantes da rede" e 22,5% indicaram que não se conectavam às redes sociais
 
CADERNO VIDA - JORNAL ZERO HORA  14/11/2010 | 12h10min

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Esteatóse "obesidade hepatica"

Definição
A degeneração gordurosa hepática refere-se ao excesso de triglicerídeos armazenados no fígado. É a presença de triglicerídeos que excede 5% do peso normal do órgão.

Causas
Dentre as causas, citam-se:  consumo excessivo de álcool,  diabetes mellitus tipo 2, hiperalimentação, hipercortisolismo endógeno e exógeno, obesidade, desnutrição protéica e/ou alimentação carencial, anoxia, gravidez, fibrose cística, distúrbios do armazenamento do glicogênio, quimioterápicos, nutrição parenteral total, HCV, cirurgias do trato gastrintestinal/toxinas bacterianas, lipodistrofia congênita generalizada. Ainda pode ser encontrada acompanhada de tuberculose, sepse, colite ulcerativa grave, doença de Crohn, caquexia neoplásica. As causas medicamentosas são raras, mas incluem amitriptilina, amoxicilina, estradiol, metrotexato, cimetidina, haloperidol, ibuprofeno,  puromicina, nifedipino, amiodarona tetraciclina, sulfametoxazol, clorpromazina... Intoxicação por fósforo, clorofórmio, tetracloreto de carbono, chumbo, arsênico e etionina também são outras causas.
O déficit de vitamina E aumenta a necrose hepática no fígado gorduroso por déficit de colina. A adição de vitamina E ou uma fonte de selênio protegem ao combater a lipoperoxidação. A deficiência dos ácidos linoléico e pantotênico e  piridoxina podem causar infiltração gordurosa no fígado.

Características Clínicas
A esteatose macrovesicular é assintomática. Entretanto, o paciente pode referir desconforto no hipocôndrio direito e apresentar hepatomegalia. Em geral, o prognostico é benigno se corrigidos os fatores causais.
A esteatose microvesicular pode iniciar com mal-estar, náusea, vômito. A evolução pode ser desastrosa progredindo para insuficiência  hepatocelular, falência múltipla de órgãos e óbito.

sábado, 16 de outubro de 2010

Inca recomenda sete ações para reduzir número de mortes por câncer de mama

Rio de Janeiro - O Instituto Nacional de Câncer (Inca) divulgou hoje (15) sete recomendações para reduzir a mortalidade por câncer de mama no país. Apesar dos avanços científicos e da expansão da rede de saúde, a doença atinge 49,2 mil brasileiras por ano, causando 11 mil mortes anuais.

O diretor-geral do Inca, Luiz Antônio Santini, alertou que, além de seguir as recomendações do instituto, a principal atitude da mulher para combater a doença ainda é a consulta médica regular e precoce, desde o início da adolescência.

“Desde quando a mulher entra na puberdade, é fundamental que ela tome consciência de seu próprio corpo. Está comprovado, cientificamente, que quanto mais cedo é feito o diagnóstico, melhor a chance de cura, maior o tempo de sobrevida e melhor a qualidade de vida.”

Santini ressaltou a necessidade de os médicos qualificarem o atendimento, realizando sempre ações que promovam a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de mama, independentemente do tipo de consulta prestada.

Para ele, o Brasil é bem servido por mamógrafos. Segundo dados do Ministério da Saúde, o país tem 3,4 mil amógrafos, o que significa um aparelho para cada 55,8 mil habitantes. Ainda assim, o total de aparelhos é inferior ao número de municípios brasileiros, que é de 5.565, o que significa que ainda há muitas cidades que não oferecem o serviço às mulheres.

De acordo com o Inca, os maiores índices de mortalidade por câncer de mama no país são registrados nos estados do Rio de Janeiro, 16,80 por 100 mil habitantes  e do Rio Grande do Sul, 15,54 por 100 mil, no Distrito Federal, 15,40 por 100 mil, e no estado de São Paulo, 14,65 por 100 mil. A explicação para os maiores índices justamente nos estados mais desenvolvidos é que a doença aumenta segundo o avanço da idade da população, que viveria mais nesses estados.

O Inca recomenda que toda mulher tenha amplo acesso à informação com base científica e de fácil compreensão sobre o câncer de mama; fique alerta para os primeiros sinais e sintomas da doença e procure avaliação médica; que as que apresentarem nódulo palpável na mama e outras alterações suspeitas recebam diagnóstico no prazo máximo de 60 dias eque as que tenham idade entre 50 e 69 anos façam mamografia a cada dois anos.

Além disso, o Inca recomenda que todo serviço de mamografia participe de programa de qualidade e que a qualificação, quando obtida, seja exibida em local visível; que toda mulher saiba que o controle do peso corporal e da ingestão de álcool, além [do incentivo] da amamentação e da prática de atividades físicas são formas de prevenir o câncer de mama e que a terapia de reposição hormonal, quando indicada na pós-menopausa, seja feita sob rigoroso acompanhamento médico, pois aumenta o risco da doença.

As recomendações do Inca fazem parte da campanha mundial conhecida como Outubro Rosa, que é realizada em vários países, a fim de alertar as mulheres para a necessidade de prevenção e diagnóstico do câncer de mama.